Construir ou acelerar – As duas faces do Liverpool em Manchester

O Liverpool foi a Old Trafford manter acesa a chama da esperança por um lugar na próxima edição da Liga dos Campeões com uma vitória por 2-4. Apesar de todos os percalços durante a presente época, os reds continuam a demonstrar alguns dos comportamentos do modelo que tomou a Europa por assalto durante as duas épocas anteriores e evidenciando alguma evolução noutros, com o jogo de transições agressivas e a sucessão de momentos de pressão – contrapressão a serem intercalados já com alguma pausa (a inclusão de Thiago também provoca essa tendência) e com um jogo de posição apoiado mais evidente, sendo que ambas as facetas foram bem visíveis em Manchester.

“That’s our fingerprint, that’s our way. Because we believe when we don’t have the ball, we dominate that moment if it is counter-pressing. That’s the organisation and for me, our positional game in the last years has improved so much. What that means is we get better and more control of the games.”

Pepijn Lijnders, adjunto de Klopp

Em relação aos subprincípios destes dois aspetos do modelo, temos:

  • Jogo apoiado – a estrutura base em organização ofensiva é um 1-4-3-3, com saída em 2+1 (com possibilidade de movimento de apoio de Thiago para provocar quase uma saída a 3), meio-campo em 1+2, laterais a dar a largura máxima e inversão do trio da frente com utilização de um falso-nove (Firmino) e os dois extremos em profundidade.
  • Jogo de transições – após a primeira fase de pressão, os extremos ficam em espera no espaço central-lateral da estrutura ofensiva que abriu para jogar e, em momento de recuperação, orientam já os apoios nesse espaço para a rutura e o portador procura ligar verticalmente nesse espaço em passe para acelerar.
Juan Román Riquelme
Sobre Juan Román Riquelme 59 artigos
Analista de performance em contexto de formação e de seniores. Fanático pela sinergia: análise - treino - jogo.

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