Controlo do envolvimento simultâneo dos alas – Como se faz na Liga NOS?

Na derrota por 2-4 frente à Alemanha a contar para a 2ª jornada da fase de grupos do Euro, a seleção nacional sentiu dificuldades muito particulares frente à organização ofensiva da Alemanha, tendo sofrido 4 golos muito semelhantes entre si sendo que, segundo Fernando Santos, esses mesmos problemas eram esperados, foram analisados mas a estratégia não resultou (de todo). Mas afinal que problemas causa esta estrutura da seleção alemã? Nada melhor que ouvir o que um treinador que recentemente penou imenso contra uma estrutura bem semelhante para perceber os motivos:

A Alemanha em organização ofensiva desdobra o seu 1-3-4-3 em sub-dinâmica de 1-3-2-5 com máxima largura e profundidade dos alas. Ao manter uma linha defensiva estanque com 4 elementos e consequente inferioridade numérica permanente, jogadores de qualidade superior terão a capacidade de identificar o ajuste por dentro do lateral contrário para encurtar a largura da linha defensiva, identificar o ala contrário sozinho e assim para realizar associações diretas em passe ala – ala, sendo que em praticamente todos os 4 golos existiu variação direta para lado contrário – passe longo ou cruzamento – envolvendo Kimmich e Gosens, como podemos ver no vídeo abaixo:

Muitas equipas com linhas defensivas de 4 e que enfrentam estruturas destas têm este dilema e a solução parece incontornável: o controlo do envolvimento simultâneo dos alas adversários com presença de 3 jogadores por dentro sobre a linha defensiva tem que ser feito com a inclusão de mais um jogador. A verdadeira discussão aqui é: qual? Um médio? Um extremo? Sempre o mesmo médio? Sempre o mesmo extremo? As opiniões variam mas se estivermos com vontade de exportar algumas ideias do que se faz no nosso campeonato (que também já aderiu à moda do 1-3-4-3), vejamos então dois exemplos bem familiares (com particular ênfase no comportamento dos extremos) e que possam porventura vir a ser úteis em confrontos futuros contra esta mesma estrutura:

Sobre Juan Román Riquelme 67 artigos
Analista de performance em contexto de formação e de seniores. Fanático pela sinergia: análise - treino - jogo.

4 Comentários

  1. Foi tudo tão mau que nem sei por onde hei de começar, desde jogadores em sub rendimento, pressão inexistente, intensidade que faz rir e depois uma ausência gritante de adaptação ( os alemães fartaram se usar este tipo de acção bastava falarem e alguém se juntar ã linha, depois de alertados e terem entrado 2 jogadores para colmatarem isto ainda mamam mais 2 golos)

  2. Viva, os lances do golos que sofremos parece me a mim que ambos os médios centros demoram muito a encostar nos centrais pelo menos um deles … não sei se seria necessário exigir ao Bernardo e ao jota que descessem com os alas se tivéssemos os médios todos a compactar a vez … mas senti que mesmo na saída estivemos mto mal não desceu um médio a fazer saída a 3, várias lances tivemos o patricio a sair (muito mal) pra esquerda e depois para a frente com pontapé longo, ou seja estávamos a sofrer um dávamos logo a bola o que não quebrava o ímpeto da Alemanha. Atrevo me q dizer que foi dos piores jogos de Portugal nos últimos anos seja por demérito próprio ou mérito da Alemanha, pois não fizemos nada bem nem atacar nem defender com bola, o melhor que se viu foi o nosso 1 golo.
    Abc

  3. Completamente destruídos tacticamente.

    Pareciam amadores. Como é possível a este nível um treinador não preparar a equipa para estar bem posicionada sem bola.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*