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Obrigar a bater e as segundas bolas.

Muitas vezes o intuito do pressing é o obrigar o adversário a bater. Porque quando se bate na frente, as possibilidades de se dominar e colocar a bola jogável para se procurar criar dano no adversário diminuem drasticamente. Porém, mesmo quando se condiciona para fazer o adversário bater a bola na frente sem grande critério, há cuidados no posicionamento que devem ser tidos em conta.

Partir a equipa em 6 no pressing e 4 mais recuados com uma distância sempre muito grande para os 6 da frente, poderá sempre trazer problemas, porque qualquer segunda bola será disputada num espaço despovoado e facilmente sobrará para adversários que apenas enfrentam os 4 defesas.

Porque projectar toda a linha média para a pressão, abrirá sempre demasiado espaço entre defesas e médios. Afinal, defesas não podem acompanhar pressing porque fora de jogo só começa no meio campo!

Por cá, a pressão do Sporting de Jorge Jesus é sempre feita mantendo mais próximo da última linha um dos médios (organização em losango, a saírem três na construção adversária com Adrien mais adiantado a aproximar dos dois avançados, alas mais dentro e William mais recuado). No Benfica de Rui Vitória, mais do que pressionar, opta-se por um maior conservadorismo, mantendo estabilidade da linha média. Só sai com dois (os avançados) na construção adversária, optando por manter a linha média alinhada como em determinado momento aparece a do City, mas bastante mais próxima da linha defensiva.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 2864 artigos
Creator of the "Lateral Esquerdo", is also a teacher at the University Stadium in Lisbon. Soccer coach, having conquered several national titles in Portugal. Experience as soccer coordinator, and lecturer at various Sports Universities. Author of the book "Build a champion team" from the publisher PrimeBooks.

1 comentário em Obrigar a bater e as segundas bolas.

  1. Não era disto que o Vitor Pereira falava quando disse que deu uma sugestão ao Guardiola de como expor menos a linha defensiva? Parece que ele não a aplicou,

    Confesso que defensivamente fiquei dececionado, muito dececionado com o City, a facilidade com que são batidos nas costas, batidos em transição, a incapacidade em controlar o jogo tornam a equipa super frágil. Considero que a maneira como o Otamendi fica ligado a uma má época prova muito isso, um central com enorme qualidade, ficou super exposto e entregue à capacidade física( que não tem) e falhou obviamente.

    Espero que evolua no próximo ano, espero que não caia na tentação de se “adaptar” à Premier, mas que perceba que tem que marcar a diferença precisamente tendo um controlo do jogo muito melhor( com e sem bola) em terra de correrias, bola na frente e monstros físicos.

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