Jordi Cruyjff. O legado do pai e a actualização do génio Guardiola.

“El dream team di padre inició una trayectoria diferente con en 4-3-3, inclusu as veces con Koeman de central, Goikoetxea de lateral izquierdo, Eusebio de lateral derecho y Guardiola delante de Koeman. Un atrevimiento bestial. Èl inició esta manera de ver el fútbol. Guardiola perfeccionó la parte de agresividad e presión sin balón, el recuperar el balón cuanto antes para poder volver a tener la pelota y tener buena circulación.” Jordi.
Fantástica a descrição de Jordi. Naturalmente que também foi com Guardiola que todo o processo ofensivo atingiu a perfeição nos seus tempos de Barcelona. A excelência na tomada de decisão levada ao extremo. Uma equipa de posse quase infinita não porque não se deva “arriscar” mas porque identificava sempre os momentos óptimos para o fazer. Se lhe parecia que arriscava pouco a ruptura ou a velocidade desenfreada no seu jogo, tal era apenas porque na maior parte do tempo em que tens a bola não é isso que se impõe, sob pena de se perder a bola! Sempre foi uma questão de probabilidades. Sair em velocidade ou na ruptura terá sempre menos possibilidades de se ser bem sucedido se se impõe isso a cada instante, em vez de esperar pelo timming correcto. Em vez de se desorganizar o adversário com a circulação para posteriormente então sim surgir a ruptura. Todavia, não deixou nunca o Barcelona de Guardiola de ser a equipa que melhor saía rápido quando assim identificava que o deveria fazer ou que melhor metia a ruptura no seu jogo. A questão é que fazia-o ocasionalmente, porque o jogo (as situações que se enfrentam no jogo. Espaço onde está a bola, os colegas e a oposição) pede muito menos a profundidade a cada instante que o trocar a bola. De facto nos tempos de Guardiola em Barcelona devem ter sido batidos recordes de golos após rupturas, com finalizações em 1 ou 2 contra 0. Tentando menos fazia mais. Porque tentava sempre no momento ideal.
Porém, é impossível não valorizar o que destacou Jordi. A melhor equipa da história do jogo era também incrível porque praticamente perfeita em todos os momentos. Sem bola asfixiava. Ninguém conseguia sair em transição pela pressão imediata nas imediações da perda e pelo reorganizar rápido dos jogadores mais distantes do centro de jogo. Contra o Barcelona ninguém jogava. Porque sem bola demoravam eternidades a recuperá-la e porque com bola, a equipa de Guardiola era também próxima da perfeição nos momentos defensivos.
Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3010 artigos

Criador do “Lateral Esquerdo”, tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto – Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino.

Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).

Autor do livro “Construir uma Equipa Campeã” da PrimeBooks.

Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

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