Recupera, identifica, pausa, superioridade, acelera. Benfica no Castelo.

Ofensivamente um dos jogos mais conseguidos do Benfica na presente temporada.

Passou por jogos em que criou mais. Porque acelerou sempre e individualmente quando algumas das suas individualidades estão confiantes, não há muito como os parar na realidade portuguesa.

Porém, na partida da Taça da Liga, voltou a mostrar uma imensa qualidade de decisões no seu processo ofensivo. Um jogo constante de identificar o contexto, perceber o espaço, procurar as superioridades numéricas de forma pausada para nunca colocar em causa a posse. Depois de espaço e superioridade ganha, o click surgia e os criativos e velozes aceleravam na frente e criavam situações de golo em catadupa. No fundo, pausa, pausa, pausa, e aceleração depois de desequilibrio criado. Tal como deve ser! Ao invés de usar somente a velocidade para forçar o desequilibrio. Critério! Na decisão com bola, mas também sem bola! E tanto do que criou a partir da inteligência da movimentação.

O primeiro golo na cidade berço como que a sumarizar toda a primeira parte encarnada.

Critério, inteligência, qualidade técnica. Aceleração só depois de situação assim o pedir.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3011 artigos

Criador do “Lateral Esquerdo”, tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto – Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino.

Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).

Autor do livro “Construir uma Equipa Campeã” da PrimeBooks.

Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

7 Comentários

  1. O jogo de ontem não vi com tanta atenção, mas no jogo, na primeira parte sobretudo, de sabado tinha ficado com a sensação de que o Benfica estava bastante melhor na gestão da posse e na saída de bola pressionada. Só me ficou uma questão, mérito do Benfica ou a pressão alta do Vitória é que não é tão organizada quanto isso?

    Abraço

  2. O Rui Vitória entretanto aprendeu “umas coisas” e agora já é bom treinador, independentemente de ter aprendido com ideias de JJ e de outros treinadores?

    Rui Vitória conseguiu aproveitar as rotinas de treino que JJ tinha deixado no Benfica, nomeadamente defesa alta a jogar em linha e bolas paradas (praticamente não mudou nada)?

    JJ mostrou ser um treinador de topo, ganhando metade dos títulos de campeão no Benfica, mas o que agora está realmente a mostrar é que por mais brilhante que o treinador seja não é suficiente para conseguir que um plantel médio se torne num plantel campeão?
    Mais, JJ está a desmentir as suas próprias palavras: as melhores equipas não são as treinadas por si; as melhores equipas são as que têm um plantel realmente bem treinado por um treinador competente e capaz de aprender?

    Precisava mais JJ do Benfica ou precisava mais o Benfica de JJ?

    Pelo visto, o Benfica consegue continuar a ganhar e a jogar bem sem JJ.
    Pelo visto Rui Vitória soube aproveitar e aprender com JJ, acrescentando o seu cunho pessoal, mas sempre com um discurso de união, do “nós”, em substituição ao discurso do “eu, genial treinador, cérebro insubstituível”.

    Sem melhores jogadores, o que vai conseguir ganhar JJ no Sporting?

    Até que ponto as suas declarações desastrosas no pós-Real Madrid (“As melhores equipas em PT são as treinadas por mim”) contribuiu para o esmorecer da confiança dos jogadores do Sporting, que a partir daí esvaziaram a crença que tinham?

    Ter um Gelson não é a mesma coisa que ter Rafa/Carrillo/Salvio/Cervi.
    Ter Dost, Ruiz, Castagnos não é a mesma coisa que ter Jonas, Mitroglou, Jimenez, Guedes.
    Ter Luisão/Jardel/Lindelof/Lisandro não é a mesma coisa que ter Coates/Douglas/Oliveira/Ruben Semedo.
    Ter Nélson Semedo/Almeida/Grimaldo/Eliseu não é a mesma coisa que ter João Pereira, Schelloto, Marvin e companhia.

    Ou seja, é MUITO mais fácil fazer um modelo brilhar com jogadores de topo, com alternativas de qualidade.

    A bazófia de Jesus está esvaziada. Agora queixa-se que os jogadores ficaram traumatizados com pseudo-penalties de Pizzi e Nelson.
    Depois diz que os jogadores ficaram traumatizados com a derrota com o Braga, e por isso ganharam à rasca em Belém no último minuto.
    Depois diz que os jogadores ficaram traumatizados com a derrota em Setúbal, num jogo em que poupou Gelson, Adrien, Dost, e que quando os pôs teve um penalty perdoado aos 72”.
    Onde está o genial treinador? Perdeu-se na amargura de já não ter os plantéis que tinha? Vai passar o resto do tempo a justificar-se com traumas?

    • «Ou seja, é MUITO mais fácil fazer um modelo brilhar com jogadores de topo, com alternativas de qualidade.»

      Claro que é, mas sem modelo também é muito mais fácil fazer com que bons jogadores pareçam marretas. E isso é tão verdade no Benfica, como na Bundesliga, onde o melhor plantel lidera a tabela, apesar de o treinador líder não ser sequer dos 5 melhores.

      Dito isto, então e quem são os bons treinadores da segunda metade da tabela? Ou como não ganham títulos são todos maus com maus plantéis?

        • De Rui Vitória não comento porque não me revejo nisso, mas na Bundesliga, ao nível de treinadores: Roger Schmidt, Thomas Tüchel e Julian Nagelsmann estão claramente furos acima no que a “treinadores” diz respeito. Se tirarmos as palas do resultadismo, Dieter Hecking (começou no Wolfs, está no outro Borussia agora) é também ele melhor e já vamos em 4.

          Não sigo a carreira do Leipzig, mas é unânime que os bons resultados são uma combinação de bons jogadores com um bom treinador, portanto do que vejo e conheço é aqui que se começa a falar de Ancelotti. E não tenho a certeza se não perde para tipos como o Pal Dardai (Hertha) ou o Martin Schmidt (Mainz).

          Isto porque falar da Bundesliga é tão só falar talvez do campeonato mais homogéneo da Europa, quer no campo, quer fora dele.

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