Correcções ao intervalo. SL Benfica vivo na eliminatória.

Não há como negar. Houve um erro estratégico na abordagem encarnada na primeira parte (ler texto anterior que referencia as superioridades numéricas por onde o Dortmund se movia, aqui).

Jogo demasiado fácil para o Dortmund construir, encostou o SL Benfica completamente à sua rectaguarda. Retirou-lhe confiança até para tomar decisões com bola, face ao “atropelo” que se observava no relvado.

Ao intervalo, correcções de Rui Vitória, a encurtarem distâncias. Com a curiosidade do canto do golo, ter nascido precisamente de uma alteração que introduziu no comportamento da sua primeira fase defensiva. Recuperação após pressing de Pizzi sobre o central esquerdo.

Tapado o espaço de progressão aos centrais, aumentou a dificuldade da equipa germânica para chegar às zonas de criação. Dificuldade que havia sido nula ao longo de todo o primeiro tempo.

Na Alemanha terá de ser um Benfica preparado ao “milímetro”. Ter sobrevivido a erros próprios no jogo do Estádio da Luz foi como que uma benção. Na segunda mão, em cima da boa estratégia e da dose de felicidade que sempre será necessária quando o adversário apresenta tal poderio, terá o Benfica de ligar mais saídas com bola! Com coragem para o tentar, desmontando primeiro pressing do Dortmund, haverá espaço na profundidade para fazer golos.

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Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 2931 artigos
Creator of the "Lateral Esquerdo", is also a teacher at the University Stadium in Lisbon. Soccer coach, having conquered several national titles in Portugal. Experience as soccer coordinator, and lecturer at various Sports Universities. Author of the book "Build a champion team" from the publisher PrimeBooks.

5 Comentários

  1. Tenho uma pergunta a fazer-te. Depende sempre do contexto e dos jogadores. Mas qual achas a melhor solução, jogar com mais uma unidade no meio campo como o Augusto ou com um avançado que vá fazer esse equilíbrio?
    Desculpa a pergunta, isto não é preto no branco…
    Augusto foi importante trouxe bons equilíbrios ao jogo não só pelo maior numero de jogadores mas pq enquadrou-se bem.

  2. A minha questão é: porque é que não fez isto na primeira parte? O Rafa não compreendeu o que era pedido, ou de facto não lhe foi pedido este tipo de pressão? Com Jonas teria sido assim desde o início?

  3. Lá está, como sempre defendi. Um treinador não deve estar preso ao seu modelo preferido, deve saber adaptar-se ao adversário e/ou ao contexto competitivo. Se tiver que mudar de táctica, muda. Não deixa de ser bom treinador por isso. Aliás, só um bom treinador tem essa capacidade de mudar.
    E, voilá, a importância das substituições.

    🙂

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