Ideias continentais para uma realidade britânica. Pedro Caixinha.

Estreou-se esta semana em jogos oficiais na presente época, o treinador português dos Rangers de Glasgow.

A evolução do jogo parece não ter passado por uma Escócia onde ainda muito se resume às correrias desenfreadas, às decisões rápidas e à tentação de colocar a cada instante a bola mais próxima da baliza adversária, mesmo que em piores condições.

Um desafio de dificuldade tremenda para qualquer treinador, mudar tomada de decisão dos seus. Fazê-los paulatinamente, de forma crescente trocar a bola longa pelo sair apoiado.

Naturalmente que não se conseguirá erradicar totalmente a essência de toda uma cultura de jogo. Há porém nas ideias de jogo do Rangers, a clara intenção de procurar modelar um caminho diferente para se chegar à frente.

Parte de um 433 no momento defensivo, para uma equipa com uma dinâmica posicional ofensiva bem notória, e próxima do que tantas vezes visto na realidade nacional (saída na construção a 3, colocar de dois elementos nas costas dos avançados adversários, extremos dentro, laterais fora. Movimentos do médio de uma linha para outra para trabalhar para receber, e até a dinâmica no corredor esquerdo, similar ao que faz o Real Madrid de Zidane com Toni Kroos). Colocar paciência enfatizando cada momento do jogo, é o primordial em organização ofensiva. Ainda que a oposição do primeiro jogo tenha sido bastante fraca, já foi possível observar ideias “continentais” num clube que procura a glória de outrora.

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Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3011 artigos

Criador do “Lateral Esquerdo”, tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto – Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino.

Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).

Autor do livro “Construir uma Equipa Campeã” da PrimeBooks.

Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

5 Comentários

  1. Estou curioso para ver se consegue mudar ou adaptar a cultura de jogo da maioria dos jogadores de que dispoe e como ira resolver problemas semelhantes aqueles que o Vitor Pereira encontrou num pais com uma cultura de futebol muito mais avancada. Mesmo no Mexico aonde se gosta de jogar com bola no chao e manter a posse de bola nao vi grande impacto se bem que so tenha visto alguns jogos da sua equipa. Beneficia de ter feito a pre-epoca com a equipa e de estar num campeonato menos competitivo aonde o segundo lugar e acessivel e talvez nao lhe exijam que fique ha frente do Celtic na primeira epoca, mas talvez tenha de trazer mais jogadores com outros habitos.

  2. Como o Mister Pedro Caixinha é a minha grande referência no treino e o sigo há muito muito tempo, conheço bem a qualidade dele há já vários anos.
    Por isso pergunto como passou (para este blog, claro) de um treinador de uma equipa que é um “desastre à beira de acontecer” para este treinador com intenções de jogo tão boas.
    Espero que não leves a mal esta minha questão, quero apenas entender o que mudou a tua perspectiva dele.
    Abraço.

    • O que mudou? Como posso saber? A diferença de organização da equipa mexicana para esta é algo da noite para o dia. Nao o inventei antes nem agora…

      é capaz de Ajudar culturalmente os europeus estarem mais predispostos para a organização, creio…

  3. Humilhante no resultado e na eliminação no Luxemburgo! Um feito.
    Não vi nenhum dos jogos. Pelo resumo parece tudo muito lento abrindo fácil cá atrás. Regresso tão curto à Europa. Caixinha vai ter agora muita desconfiança.

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