Sporting 2017 / 2018. Parte II.II.

Defesas Centrais:

Coates. Cada vez mais integrado nas ideias colectivas que Jesus pretende para o seu jogar, é quem tem a responsabilidade de integrar restante estrutura defensiva, que sofrendo muitas alterações terá de voltar a passar por um processo de aprendizagem no que diz respeito ao posicionamento. Muito forte no ar como idealiza o seu treinador, boa capacidade para entender o que se passa ao redor, e capaz de progredir com bola. Mesmo que pouco criativo, inicia sem problemas a construção. É um dos melhores da Liga e será provavelmente o único dos centrais cuja titularidade está segura.

André Pinto. O central formado no FC Porto volta finalmente a um clube grande. Morfologicamente com um perfil próximo do que pretende Jorge Jesus. Muito alto, e com competência defensiva nas bolas aéreas. Controla bem o espaço ao seu redor e tem argumentos na leitura defensiva das situações que ocorrem ao seu redor, demonstrando bons timings para o desarme. Capaz de jogar longo, e de progredir, embora as suas maiores dificuldades sejam ofensivas. Só a sua estatura o poderá colocar à frente de Paulo Oliveira nas opções.

Paulo Oliveira. É difícil imaginar o que idealizará o seu treinador. Perde na estatura para André Pinto, e já se sabe que Jorge Jesus considera tal como muito relevante. Tem, todavia mais argumentos que o seu colega. Mais qualidade com bola para ligar ofensivamente a construção com zonas mais adiantadas, e maior capacidade para mudanças de direcção e para os duelos individuais quando disputados no chão. Parte com a vantagem de estar à mais tempo a trabalhar as rotinas defensivas colectivas, embora seja apontado como um dos dispensáveis.

Demiral. Fazer a pré temporada com Jorge Jesus é um prémio para a boa época transacta. Ainda quase sem experiência no futebol profissional, não é crível que integre a equipa principal. Participar em alguns treinos, caso demonstre potencial no estágio e somar minutos na segunda liga deverá ser o destino do central turco.

Domingos Duarte. Depois de duas temporadas na segunda liga e uma na Liga, Domingos já tem um capital de experiência relevante. Todavia, permanecer seria garantia de poucos minutos, e para os somar, um retrocesso a uma liga menos competitiva. Da sua motivação deverá surgir uma decisão. Ser o quarto central retirar-lhe-à possibilidade de ter tempo, mas uma época a treinar com os melhores, experenciando os métodos e ideias de Jorge Jesus poderão candidatá-lo a um papel mais importante no futuro. Ou simplesmente, perceber que o futuro poderá passar por outras escolhas.

Mathieu. Quando se contrata no Barcelona alguém com a idade do francês, a expectativa é sempre a de se poder estar a falar de alguém com capacidade para causar impacto desde logo. Na mente de Jesus, Mathieu será o parceiro para Coates. Numa fase em que não é tão tão rápido e ágil como o próprio treinador leonino aprecia, a expectativa é que compense tais lacunas com capacidade para ler e perceber mais rápido. Afinal, é isso o que mais importa. Expectativa para que seja um jogador que pela sua capacidade de antecipação do que vai acontecendo, não tenha que ser chamado a reagir, se estivermos a falar do controlo da profundidade. Em suma, menor capacidade que Rúben para ir corrigir erros, mas expectativa de que não os cometa.

Tobias Figueiredo. Depois de uma temporada em que se viu altamente desvalorizado, ficar em Alvalade seria sempre como a quarta opção, sem muitas possibilidades de somar minutos. Dependerá do que pretende para o seu futuro. Com vinte e três anos, talvez ficar procurando ganhar protagonismo seja a última hipótese de continuar a ambicionar jogar no Sporting. É uma possibilidade para quarto central, tal como Domingos Duarte.

Rodrigo Castro
Sobre Rodrigo Castro 103 artigos
Rodrigo Castro, um dos fundadores do Lateral Esquerdo. Licenciado em Ed física e desporto, com especialização em treino de desportos colectivos, pôs graduação em reabilitação cardíaca e em marketing do desporto, em Portugal com percurso ligado ao ensino básico e secundario, treino de futsal, futebol e basquetebol, experiência como director técnico de uma Academia. Desde 2013 em Londres onde desempenhou as funções de personal trainer ligado à reabilitação e rendimento de atletas. Treinador UEFA A.

2 Comentários

  1. Peço desculpa por discordar mas o P. Oliveira é um zero com a bola nos pés, chega a dar vontade de rir perante tanta inépcia. E o pior é que nas restantes vertentes a coisa melhora mas não melhora muito. Os restantes centrais têm o mesmo perfil, excepto Mathieu (incógnita mas com um pé esquerdo interessante) e Coates (mas ninguém pode afirmar que este rapaz é um grande jogador, porque não é o caso).

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