FC Porto a desmontar linha média do Paços

Nem sempre sai em construção com a inteligência requerida, a equipa azul e branca. Talvez porque velhos hábitos demoram a morrer, ou simplesmente porque a presença de Aboubakar e Marega próximos acaba tantas vezes por permitir elaborar com menos qualidade, e ainda assim ficar com a bola.

Todavia, a diferença para o período antes de Conceição é muito grande, e quando não se precipita com bola, é desde trás que a equipa azul e branca começa a desmontar o adversário.

Sempre que teve paciência para combinar depois de chamar pressão da equipa pacence, o FC Porto chegou com categoria aos espaços mais adiantados.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3009 artigos

Criador do “Lateral Esquerdo”, tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto – Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino.

Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).

Autor do livro “Construir uma Equipa Campeã” da PrimeBooks.

Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

7 Comentários

  1. Ajudou também o facto de o Paços de Ferreira ter, neste caso, optado por uma suicida estratégia de pressão mais à frente, porque totalmente incapaz de assumir dinânicas que lhe permitissem uma posse de bola mais consistente, optando pelo velho cliché de equipa pequena do “estica”. De resto, o mesmo problema que permitiu ao Sporting golear o Chaves sem grandes problemas, independentemente daquilo que Daniel Podence trouxe ao jogo.

  2. A equipa apresenta dinâmicas muito fortes na construção, o jogo posicional está bem definido e há bastantes linhas de passe verticais que permitem desmontar a pressão e sair rapidamente em superioridade numérica.

    No entanto a qualidade dos executantes está muito muito longe de ser boa em termos de qualidade técnica e tomada de decisão. O FC não apresenta no corredor central nenhum jogador de grande qualidade em termos de jogo apoiado e tomada de decisão, Marega apresenta lacunas gravísssimas técnicas e Danilo quase nunca decide bem ou é capaz de jogar de costas sob pressão, mesmo Herrera apesar de um outro pormenor raramente dá fluidez à saída de jogo, os centrais são razoáveis apenas( Felipe apesar de algumas lacunas tem evoluído). A equipa tem é imensa qualidade no jogo interior dos extremos, principalmente Brahimi enquadra entrelinhas com imensa facilidade e rompe linhas em drible de forma fenomenal. Ricardo dá também imensa qualidade em saída no 1×1. A equipa é também muito forte quando solicita diretamente os avançados em profundidade/largura.

    Posto isto, parece-me que a melhor forma de travar a equipa e obrigar a jogar longo, é mesmo obrigar Danilo e Herrera a assumir a construção e deixál-os receber pressionando apenas depois, bloqueando a entrada da bola nos extremos/laterais. Propões alguma estratégia para fazer isto?
    EX: avançados a pressionar centrais pelo lado de fora

    • Esquecer Telles nessa analise é esquecer um lateral de nivel mundial a meu ver. no 1×1 defensivo raramente perde um duelo, dá uma profundidade incrivel ao lado esquerdo permitindo que Brahimi faça os seus movimentos interiores sem que com isso a equipa se ressinta de afunilamento.
      esquecer Aboubakar também me parece já uma tendência. é um jogador que joga bastante bem de costas para a baliza, jogando bem no apoio, decidindo bem quando baixa para depois aparecer na área. Danilo está ainda fora de habitat uma vez que SC lhe pede o que nunca lhe foi pedido, em todo caso nota para um Danilo muito mais solto neste jogo que em todos os anteriores. Herrera é um jogador que dá uma dimensão fisica imensa ao meio campo, importante num meio campo a 2, como foi o caso. quando o fcp opta por este 4-2-4 não é a zona central que tem de fazer a diferença a zona central é uma zona de equilibrios, para que depois os movimentos interiores dos extremos ou a profundidade dos laterias faça a diferença, na zona central, essa sim fundamental na grande área adversária onde o Fcp chega com facilidade e com muitos elementos.

      Quando SC optar por um jogo mais contido acrescentar Sergio Oliveira mas fundamentalmente Oliver, acresce essa qualidade de decisão na zona central, o problema é que numa equipa musculada Oliver não oferece o musculo que Herrera oferece, é portanto um Porto mais compacto com Herrera e menos de classe sem Oliver. Para o Campeonato nacional parece-me que a forma esta mais que encontrada. Acredito que para a Champions, a colocação de Oliver em detrimento de Marega, num 4-3-3 declarado parece-me ser a melhor opção.

      Ps: Chamar a melhor dupla de centrais da primeira liga mediocre… enfim.

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