A noite de um jogador incrível – Ever Banega

Em Old Trafford assistiu-se na noite passada a uma exibição verdadeiramente assombrosa de um génio de média estatura, que ganhou vida nova com a chegada de Montella a Sevilha.

O treinador italiano, baixou o argentino no campo, para o lado de N’Zonzi, e Banega prova a cada jogo que os melhores, mesmo que não tão altos e não tão robustos, devem também, estar mais recuados no campo.

O jogo de Manchester prova-o. A qualidade que coloca no início de cada ataque sevilhano, tem paralelo com pouquíssimos outros médios no futebol mundial. A forma como orienta o corpo após cada recepção, como gira, percebendo tudo ao seu redor, a incrível relação que tem com a bola, e com o jogo, tornam-o um dos jogadores de maior qualidade em todo o contexto Europeu. Receber mais bola de frente, aumentou-lhe a participação, e com isso a qualidade das ligações ofensivas da sua equipa.

Uma lição de um jogador que até a forma como pisa o relvado e orienta o corpo merece ser vista e revista.

 

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3356 artigos
Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã" da PrimeBooks. Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

4 Comentários

    • Ponto prévio: é a primeira vez que escrevo neste blog, apesar de o acompanhar há muito. Não tenho conhecimentos que me permitam discutir em demasia os conteúdos, mas gosto da forma como abordam o futebol e, ainda que errada, também tenho opinião. Assim sendo…

      Por acaso, sem querer trazer a história da justiça/injustiça dos resultados, considero a eliminação do Shakhtar tremendamente injusta apenas com base no jogo da 2.ª mão.

      Pareceu-me a equipa que melhor abordou o jogo ao impor a sua vontade: manter a Roma afastada das zonas de finalização e circular a bola na expectativa de marcar.

      É evidente que seria lírico pensar que o Shakhtar não iria ser pressionado em determinados momentos, mas na maior parte do tempo impediu a Roma de criar, sendo que a determinado momento imperavam os lançamentos longos para o Dzeko e pouco mais. Sem menosprezo da extraordinária abertura do Strootman no lance do golo, o Shakhtar pareceu-me sempre uma equipa confortável a defender e na recta final (levados pela emoção, é certo), a jogar com 10 conseguiu encostar a Roma.

      Julgo que os “menos” do Shakhtar estiveram numa noite pouco inspirada de Marlos, que esteve ausente na ligação com o ataque e um Ferreyra que, sendo um jogador de qualidade, pedia claramente um jogador mais fixo ao seu lado, mas estas questões não mexem, a meu ver, com o processo…o Paulo Fonseca não joga, certo?

      Talvez devesse ter mexido mais cedo, apenas.

      É a minha opinião…your thoughts? 🙂

    • Ui tanta azia, coitado do Paulo Fonseca, bastou passar seis meses sem sucesso no FCP para nunca mais poder vir a ser bom treinador. A clubite é lixada, mesmo. Mas já agora viste o jogo do Shaktar, em Roma, ou estás a debitar ódio só porque sim? Não eras tu que ficavas muito indignado com as publicações sobre o horrível FCP do NES? Sobre o Mourinho é dizer o que muito gente diz – eu sei que te deve doer horrores mas as coisas mudam, enfim, c’est la vie – é um futebolzinho de trazer por casa. É que podia jogar mal ou não ter resultados mas apresentar algum nexo. Só que não.

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