Um olhar sobre a construção do Vitória

Algumas baixas importantes poderão ajudar a explicar as dificuldades acrescidas que o Vitória vai sentindo, nesta fase inicial da época. No entanto, aos problemas técnicos e decisionais vão-se juntando lacunas posicionais que dificultam a progressão da equipa.

Os cerca de 70% de posse de bola não revelaram agressividade suficiente para desequilibrar um bem organizado Feirense.

Saltaram à vista as dificuldades de Wakaso, pela forma como se oferece e prepara para ser solução mas não só. O recuo dos interiores, algo que poderá fazer sentido no auxílio aos centrais e na variação do jogo posicional, foi realizado quase sempre em zonas muito exteriores e baixas. Os médios centro do Feirense, raramente foram movidos de forma intencional e isso deu um enorme conforto à equipa visitante. O facto de numa primeira fase, o Vitória não forçar a ligação interior, nas costas da 1ª linha de pressão, levou a que o conjunto da Feira pudesse afastar os seus médios dos avançados e controlasse, desta forma, a entrada do adversário entre a sua linha média e defensiva.

A juntar aos problemas nas ligações interiores, algo que a equipa raramente procurou, surgem as naturais indecisões nos posicionamentos dos extremos. A decisão de quando derivar para dentro não foi clara.

Está à vista mais um belo desafio para Luís Castro.

 

Bruno Fidalgo
Sobre Bruno Fidalgo 65 artigos
Licenciado em Ciências do Desporto. Criador e autor do blog Código Futebolístico. À função de treinador tem aliado alguns trabalhos como observador.

10 Comentários

  1. Olhando para as dificuldades de Wakaso, mais inexplicável se torna a opção de não convocar Pêpê. Mais, a escolha do trio de meio-campo com o Feirense foi para lá de macabra: Wakaso, Celis e André André? Com a escolha que tem?

    • Apesar das dificuldades individuais, o maior problema parece-me ser coletivo. Vamos ver como crescem, porque de certeza que o farão.

  2. Realmente tambem não entendi o onze na luz e agora o onze em casa com o Feirense. Ou melhor o meio campo. O A. André é muito melhor a construir desde trás. O wakaso é para jogar fora. E então colocar o celis que pra mim é só medio defensivo uma vez que não lhe reconheço qualidade suficiente de passe e construção,… será que o problema está afinal na sobrevalorizaçao deste treinador? Provas dadas não tem por isso…

      • Quando me refiro a provas dados digo resultados pálpaveis de um suposto futebol bonito e romantico. Isto de trocar muito a bola entre os 4 defesas durante os 90 minutos não ganha jogos. Sou socio e adepto de um e apenas um: o Vitoria e por isso quero o mlehor para o clube. Não quero só maldizer como muitos. Mas neste momento esto treinador não podia fazer pior do que isto: 3 jogos = 3 derrotas, sendo que um dos objectivos da época já ficou pelo caminho.

  3. Realmente, ninguém percebe. A equipa que jogou na Luz era a que devia ter jogado contra o Feirense, e a que jogou contra o Feirense a que devia ter jogado na Luz e que deverá jogar no Dragão (infelizmente com algumas trocas dados os condicionalismos conhecidos).

  4. Esperava muito mais do Vitória, já o havia dito desde a pré época ao grande Pedro Bouças.

    Contava com um futebol aprazível, eloquente, mas para já não se constata nada disso.

    Posse pouco incisiva, sem progressão, sem linhas de passe para o portador, e a juntar a erros crassos de escalonamento por parte do Luís Castro, atiram o Vitória para lugares
    baixos na tabela, e uma eliminação precoçe na Taça da Liga.Pior era impossível.

    Urge mudar a zona nevrálgica do terreno, com a colocação do Pêpe capaz de dar uma saída limpa na posição 6, e gostava que o Joseph à imagem do que o Castro fez na pré época, jogasse na posição 8, pois tem um bom transporte de bola.Ia ganhar dois jogadores capazes de variar o centro de jogo com qualidade.Ver o Wakaso e o Célis a jogar numa Equipa do Castro é contranatura.

    Na frente de ataque, as constantes alterações na posição 9, também não é benéfico para a Equipa.Acho que o Welthon a partir da faixa direita para zona interior, e o Boyd da esquerda para dentro, podiam ser mudanças que trariam maior variabilidade ao jogo vitoriano.A referência seria o Guedes, jogador mais capaz para os apoios frontais e com melhor jogo aéreo.

    Em suma, urge que o Castro retifique, e a partir do Tondela na próxima jornada, É importante estabilizar um 11, senão as dificuldades e a paciência dos adeptos vai-se perdendo, o que em Guimarães é sempre um problema para um Treinador.

    Espero que o Castro dê a volta e supere as adversidades, mas é como digo também cabe a ele fazer uma auto avaliação e constatar que tem cometido erros.

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