A Dimensão Tático -Estratégica de um Final Feliz para o Leão

Tal como referiu o “nosso” Laudrup na crónica logo após o jogo, ao contrário de outras situações, foi Sérgio Conceição a surpreender Rúben Amorim num jogo extremamente tático e estratégico. Foi um clássico repleto de nuances estratégicas, embora, ambas as equipas se mantivessem muito fiéis ao que vinham a fazer até ao momento. A Grande nuance estratégica do jogo foi a passagem do habitual 4x4x2 portista para um 5x4x1 que se desdobrava num 5x2x3 para pressionar e encaixar na construção curta leonina.

Este pressing forte, um dos pontos fortes deste FC Porto de Conceição, trouxe uma maior supremacia no jogo para a equipa portista ao longo da primeira-parte onde foi sempre a equipa mais perigosa. Ambas as equipas foram sempre muito pressionantes (como preconizam os seus modelos) e o FC Porto sabia disso.

Por esta mesma razão, por saber que a equipa leonina iria ser altamente pressionante, Sérgio e a sua equipa técnica preparam uma saída ligeiramente diferente no pontapé de baliza. Em quase todos os pontapés de baliza, a jogada foi sempre a mesma… Sair curto no 1ªpasse para chamar a pressão leonina e jogar longo em Marega com a equipa aberta, mas com os médios e extremos a chegarem próximos à segunda bola. De realçar, ainda que, pelo pressing de ambas as equipas, durante este primeiro tempo, houve bastante jogo direto de ambas as equipas que proporcionava bastantes duelos (Porto levava o jogo para um lado onde se sente confortável) na procura de um aspeto forte de ambas as equipas, a profundidade.

O Sporting apresentou-se igual a si mesmo num 3x4x3 que se transforma num 5x2x3 em organização defensiva que encaixou, taticamente, na forma como o Porto construía e retirou Corona do jogo através da marcação individual de Feddal a Corona. No entanto, a grande nuance estratégica surgiu poucos minutos após o apito inicial com a colocação de Pedro Gonçalves nas costas dos dois médios portistas e Nuno Santos com Tiago Tomás alongando os centrais adversários, atacando o espaço nas costas da linha defensiva adversária.

As melhores e poucas (diga-se) oportunidades da equipa de Ruben Amorim surgiriam, exatamente, em momentos onde tinha espaço para explorar, seja em ataque posicional com a procura constante de Tiago Tomás e Nuno Santos na profundidade ou em Transição Ofensiva, pela forma como defensivamente prepara o ganho da bola deixando três jogadores na frente e foi mesmo assim que, Jovane marcaria o golo da vitória leonina que permitiu a passagem à equipa sportinguista à final da Taça da Liga.

Não foi um jogo brilhantemente jogado, mas foi riquíssimo do ponto de vista tático-estratégico e a isto, ainda juntou a presença nos comentários do jogo de Vítor Pereira que foi, de facto, o melhor da noite em Leiria.

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