It’s coming Rome! – curtas da final do Euro

Jorginho
Jorginho

Uma Inglaterra pragmática entrou a mandar em casa, mas aos poucos foi-se desmembrando e permitindo à Itália crescer.

O jogo começou praticamente com a Inglaterra a marcar. O 3-4-3 de Southgate permitiu aos alas subirem no terreno e criarem problemas na largura à Itália. O golo nasceu precisamente de um cruzamento do ala direito Trippier que encontrou o seu homólogo Luke Shaw solto de marcação – quem não se lembrou de Gosens contra Portugal? Além do tento do ala esquerdo inglês, houve vários lances em que Inglaterra conseguiu desequilibrar por fora, sobretudo quando rodava o jogo.

Já a Itália, demonstrou muitas dificuldades em penetrar no bloco inglês. A armada anglo-saxónica defendeu muito e bem o corredor central, com um voluntarioso Kalvin Phillips a bater aquela zona e um Rice que, para além da solidez defensiva, ainda emprestou à equipa uma saída com qualidade para o ataque, fosse no passe ou em condução. Apenas os lances individuais de um eletrizante Chiesa criavam perigo à armada inglesa. Os interiores Barella e sobretudo o estático Verratti raramente apoiaram o ataque, deixando Immobile desamparado na frente de ataque.

Já Insigne, esteve desinspirado com bola, fruto também da imaculada organização defensiva inglesa. No entanto, a sua passagem para falso ponta-de-lança foi chave, dada a mobilidade que baralhou as marcações adversárias. A Itália passou a ligar mais por dentro, com o jogador do Nápoles em apoio, nem que fosse apenas para atrair, criando espaços noutras zonas do terreno e empurrando a Inglaterra para trás.

Também a passagem para 4-3-3 abriu brechas na defensiva da casa. Kalvin Phillips, que ocupou a posição de trinco, continuou demasiado preocupado com o homem. Contudo, foi a forma como os interiores ingleses defenderam – estiveram sempre à frente dos adversários que estavam entre linhas – que possibilitou a entrada de várias bolas nas suas costas. Por essa altura, já a Itália havia empatado, com um golo de Bonucci na sequência de um canto. A Inglaterra estava encolhida, pelo que tal alteração no marcador não foi surpreendente.

Este Euro termina com uma Itália mais feliz nas grandes penalidades, nas quais se destacaram dois guarda-redes que tão bem estiveram durante a partida. Aí, um dos candidatos a melhor jogador deste Euro – Jorginho (porque é que acham que é ele a imagem deste artigo?) – viu Pickford realizar uma enormíssima defesa, mas, logo a seguir, o jovem gunner Saka tremeria no momento decisivo.

Seria merecido, para qualquer uma destas equipas, levantar o troféu que Éder carregou. No final, a Itália levou a melhor. It’s coming Rome!

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