Até onde pode chegar Samuel “Diáz” Lino?

O intuito não é comparar a qualidade de um e de outro. Nem tão pouco dizer que o jovem brasileiro pode atingir o nível de Luis Diáz. Era até injusto para Samuel Lino ser comparado a um dos melhores dos últimos anos na nossa Liga.

O que temos de realçar neste caso é que ambos têm certas características que se assemelham.

Samuel Lino é um jovem de 22 anos que há bem pouco tempo estava no São Bernardo-SP antes de ser recrutado para a equipa de Ricardo Soares no Gil Vicente e que agora brilha na Liga Bwin ao ponto de ser associado aos grandes nacionais e que já foi dado como certo no Atlético de Madrid para a próxima época.

Lino é um jogador que tem o pé direito como dominante e que joga no corredor esquerdo. Em terrenos recuados recebe de pé direito para se conseguir virar no corredor central e ter de imediato o seu melhor pé disponível para procurar muitas vezes Murillo no corredor oposto.

Rápido, evoluído tecnicamente, provoca muita vez o um para um no corredor. Quase sempre consegue ganhar a falta ou ultrapassar o adversário.

É um extremo ou um avançado pela esquerda irreverente que deixa as defesas desconfortáveis. Esta época tem conseguido manter-se eficaz em momento de finalização tendo já 8 golos contra 11 da época passada. Aumentou também o número de assistências devido a estar também mais eficiente no momento de decisão.

Sendo um jogador de perfil de ir para cima do adversário vai naturalmente perder várias bolas e decidir mal por vezes. São números que vão estar sempre inerentes a este tipo de jogador. Contudo, esta época tem sido muito mais falado não só porque o Gil Vicente está melhor, mas também porque tem vindo a melhorar o seu critério e definição, nomeadamente no último passe.

Sobre EdgarDavids 58 artigos
Analista de Desempenho Coletivo e Individual & Técnico de Exercício Físico.

1 Comentário

  1. Excelente trabalho sobre um dos mais interessantes jogadores do nosso campeonato. Apenas uma correcção que me parece ter alguma importância: Samuel Lino chegou para o Gil Vicente de Vítor Oliveira, em 2019/2020. E isto tem relevância precisamente por se tratar de Vítor Oliveira: para além das subidas, o saudoso treinador era um mestre no recrutamento e potencialização de desconhecidos. Aliás, estou convencido de que o seu milagre no Gil só foi possível graças ao crivo de qualidade que sempre impôs nas equipas pelas quais passou. Ainda hoje o clube de Barcelos colhe os frutos da passagem de Vítor Oliveira (sem esquecer a estrutura do clube, nomeadamente o também saudoso Dito)

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