Um dia o Pirlo vai deixar de jogar. Mas é a tua ausência que mais sinto…

E o Riquelme e o Gerrard. E o Xavi e o Iniesta. Todos deixarão.

O Scholes que foi uma referência para muitos deles já deixou.
Demasiadas vezes é assim que sinto os anos a passarem. O Cantona, o Futre e o Van Basten foram os ídolos de menino, depois de me ter enamorado por ti. 
O Messi que é o melhor de sempre, porque é estupidamente perfeito em todas as acções que faz não humilha os adversários porque sim. Fá-lo sempre para aproximar a sua equipa do golo. Não bate nos adversários nem nos adeptos. É tudo demasiado perfeito, e eu não consigo apaixonar-me por alguém assim.
O Balotelli tem os seus momentos, mas não vai embora com a bola. O Ronaldo chuta bem mas há muito que é apenas uma máquina perfeita de marcar e vencer. Sem sentimentos. 
Não nascerá mais ninguém que me prenda à televisão a ver jogos do Sevilha. Gordinho como te recordo em Espanha, a fazer o que mais ninguém conseguia, ainda assim. Mais tarde ver-te aos dez anos a confessar os dois desejos secretos. Jogar um Mundial e ganhá-lo. Tinhas os mesmos dez anos quando o teu irmão garantiu que nunca iria ser como tu. Porque já ai eras um extra-terrestre. Como é possível adivinhar-se toda uma vida aos dez anos, penso.
Os miúdos do Benfica que ontem jogaram a primeira final europeia de futebol jovem talvez não precisem de nascer dez vezes para mais tarde representarem no escalão seguinte o seu clube. Mas o Messi, o Ronaldo, o Xavi, o Pirlo e o Riquelme, nem que nasçam cem criarão um momento destes.
“Balón para Diego, ahí la tiene Maradona, lo marcan dos, pisa la pelota, Maradona, arranca por la derecha el genio del fútbol mundial. Y deja el tercero, puede tocar para Burruchaga… siempre Maradona. ¡Genio, genio, genio! Ta, ta, ta, ta, ta … ¡Gooooooool gooooooool!
¡Quiero llorar! ¡Dios santo, viva el fútbol, golaaaazo! ¡Diegoooool!!! Maradona! Es para llorar, perdónenme. Maradona, en una corrida memorable, en la jugada de todos los tiempos,barrilete cósmico, de qué planeta viniste para dejar en el camino a tanto inglés?, para que el país sea un puño apretado gritando por Argentina. Argentina 2 – Inglaterra 0. ¡Diegol, Diegol!, Diego Armando Maradona. Gracias, Dios, por el fútbol, por Maradona, por estas lágrimas, por este Argentina 2 – Inglaterra 0.”
Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3407 artigos
Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã" da PrimeBooks. Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

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