Um jogo que se joga. E porque todos os treinadores são resultadistas.

Continua a fazer imensa confusão a constante separação “joga bem” do “resultadista”.

Não haverão treinadores que pretendam ser mais resultadistas que outros. Todos partem do chegar ao resultado final para orientar o seu processo. O que difere serão as crenças sobre o que é mais vantajoso, sobre o que aumentará as probabilidades para que lá se chegue.

Quando se defende acerrimamente uma ideia que promova o jogador e o jogo. A competência e o querer jogar em todos os momentos, que trará obrigatoriamente uma equipa que saiba tratar a bola e que consequentemente valorize os seus jogadores, é precisamente porque se acredita que há formas melhores de jogar este jogo. E melhores porque aproximam mais do sucesso. Do resultado!

Todos pretendem ser “resultadistas”. Acredita-se é num jogo diferente. Um jogo que se joga e não se guerreira. Um jogo em que a alegria da decisão e da criação surgindo em cima da organização, aproxima sempre bastante mais do resultado, do que somente o suor e a atitude competitiva.

Optar por não construir no meio campo defensivo, condenando a um jogo de pouco tempo em posse, procurar ser feliz a dominar uma segunda bola proveniente de um ressalto. Optar por não ligar o jogo com qualidade promovendo condições ao portador para dar seguimento ao jogo desde trás, dando primazia total ao manter a equipa fechada no campo em quase todo o tempo, preocupando-se sobretudo com os momentos defensivos, esperando a felicidade de um erro alheio ou de uma bola parada, não é ser “resultadista”. É jogar à sorte. E a sorte, umas vezes cai para um lado e outras para outro. Por isso os “resultadistas” perdem tanto quanto o que ganham.

Sobre Paolo Maldini 3777 artigos
Pedro Bouças - Licenciado em Educação Física e Desporto, Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, bem como participado em 2 edições da Liga dos Campeões em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, Cursos de Treinador e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã", e Co-autor do livro "O Efeito Lage", ambos da Editora PrimeBooks Analista de futebol no Canal 11 e no Jornal Record.

2 Comentários

  1. Melhor “resultadista” é na minha opinião o Pep. Pela forma em que acredita que o seu modelo pode trazer os melhores resultados. Á “resultadistas positivos” e “resultadistas menos positivos”, depende daquilo que queres do jogo e de fazer com ele.

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