Curtas de um Benfica mudado

– Vai-se confirmando a alteração no sistema encarnado no momento de Organização Ofensiva. Passou de saída com dois médios, para um formar um losango no meio no início da Construção. Gabriel como médio mais defensivo, Taraabt e Chiquinho como interiores, e Pizzi a deslocar-se para a posição dez, entregando o corredor lateral a André Almeida;

– A presença de Taarabt e Chiquinho aumentou desde logo a qualidade ofensiva do Benfica – Dos jogadores de nível elevadíssimo no que mais importa – Tomada de Decisão e Gesto Técnico. Também Pizzi cresce com a presença de melhores jogadores, e de jogos com mais espaço – Esteve ao nível do “velho” Pizzi de outras épocas, que pensava e executava com clareza e pouco erro o jogo ofensivo do Benfica;

– A Organização Defensiva mantem-se similar. Chiquinho adianta-se para a linha de Vinicius e o Benfica mantem o 4x4x2 sem bola, embora com Chiquinho mais disponível para voltar e fechar linha média, aproximando o sistema de um 4x3x3 – que é aquele que se dispõe em posse;

– Carlos Vinícius não é o avançado com mais potencial do Benfica – Esse é RDT – Mas, é claro que no momento é o melhor de todos, e a diferença que tem para Seferovic é abismal em tudo o que envolve tocar a bola – Seja em zonas de criação servindo de apoio ou sobretudo a finalizar, onde tem uma eficácia muito eleveda;

– Gabriel tem algumas virtudes e percebe-se a importância que vai tendo no Benfica – A agressividade defensiva, a forma como vence duelos, mas também a qualidade para rodar o centro de jogo. Porém, é um jogador com uma capacidade cognitiva limitada – Ninguém inteligente perde o número de bolas que oferece a cada jogo aos adversários, tão pouco tem as abordagens defensivas que vai tendo jogo após jogo, em situações desnecessárias;

– Na Liga Nacional juntar Chiquinho a Taarabt e ter um avançado eficaz nas grandes áreas adversárias poderá permitir o salto qualitativo que o Benfica procura desde o início da temporada – E a recepção ao Marítimo trouxe provavelmente o melhor Benfica da época – Muita facilidade para criar e desde bem cedo se percebeu que se estava a desenhar uma goleada:

– Os números internos do Benfica são tão esmagadores quanto as dificuldades que sente no exterior – É sempre tudo uma questão de qualidade – E uma lição para quem continua a analisar jogos como se apenas uma equipa fosse a jogo.

5 Comentários

  1. Não será um meio campo que inclua, samaris e taarabt, a melhor versão deste Benfica? Sinceramente acho que o Benfica mais forte, com este plantel à disposição terá sempre que ter samaris. E taarabt tem que jogar sempre, mais à frente ou mais à trás, tem uma visão de jogo, e uma capacidade de criação de jogo muito a cima do resto da equipa ( e do resto do campeonato). Tivesse ele aproveitado o talento que tem, e estávamos a falar de um jogador de primeiríssimo plano mundial. Ainda assim vai bem a tempo de nos oferecer grandes momentos no nosso campeonato. É um jogador de detalhes fantásticos, como aquele passe de primeira que deu origem ao segundo golo do Benfica.

    • Samaris? O grande erro foi renovar com ele. É um MANCO. Sentar o Tino para colocar aquele louco é um pecado mortal.
      saudações desportivas

  2. A contínua banalização dos defeitos do Gabriel é algo que me deixa espantado. Qualidade para mudar o centro de jogo? Em quê? O homem raramente acerta um passe de mais de cinco metros. Pior do que isso é que não tem ideia do momento certo para passar a bola o que resulta em diversos charutos directamente para o adversário. Depois é um gajo constantemente à procura da notoriedade, típico dos pernetas até nos jogos com os kambas. A única característica que o faz ser profissional de futebol num contexto relativamente elevado é a força física que lhe permite vencer duelos atrás de duelos. E também é esta pujança que lhe permite passar por entre as críticas – as pessoas geralmente adoram estes gajos que correm bué e batem em todos. Até o Seferovic, no mesmo estilo, consegue ser mais útil. O Gabriel é um troglodita e exemplifica bem alguma porcaria que o Benfica tem contratado nos últimos anos. Muitos deles pintados de estrelas que não valem uma beata.

  3. “Entregando o corredor lateral a André Almeida”. Isto é chocante, faz-me lembrar um jogo contra o Estoril em que o Luisão fura pelo corredor e arranca uma expulsão. Só mesmo numa liga de pernetas é que é possível entregar o corredor ao Almeida, um tipo que não consegue dominar uma bola,jogar de primeira e sob a mínima pressão,que na Champions nem ficando só lá atrás a poupar-se e parado consegue ter um aproveitamento positivo. Estamos a falar dum dos jogadores tecnicamente piores que se mantiveram no 11 do Benfica por bons tempos.
    Pizzi a dez, maravilha, um tipo que também só serve para a nossa liga (exceptuando contra o FCP), faz lembrar aqueles miúdos que jogam bem e fazem fintas contra os mais novos, mas depois contra os mais velhos, mais fortes e mais rápidos não conseguem ter a bola dominada mais de um segundo que a perdem logo, que passam completamente ao lado do jogo. É outro jogador que era importante desmascarar, ninguém o quer.
    Não é uma crítica ao artigo, contudo acho que seria importantíssimo salientar que só é possível os 2 jogadores citados cumprirem essas tarefas com êxito num contexto semi-amador que é a nossa liga.
    Convido quem quiser a rever os jogos contra Basel (0-5) e AEK (3-2) e a tirarem as vossas conclusões,nem falo de Monacos e Man Utds, mas sim 2 adversários banais; contudo melhorzinhos que os da Liga NOS; aí pode-se atestar a qualidade do AA.

    • totalmente de acordo, especialmente em relação ao AA. é confrangedor ver o nível técnico do homem. não chega dar tudo, isto é o Benfica.

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