Guardiola vs Mourinho: ganhou quem defende melhor, quem ataca melhor, e quem é melhor.

No jogo grande da jornada da Premier League, o Manchester City recebeu e venceu o Tottenham por 3-0, mantendo a sua série de vitórias consecutivas (16) e mostrando que é, neste momento, a melhor equipa em Inglaterra e no Mundo. Pep Guardiola mostrou aprender com os erros da primeira volta, num jogo onde apesar de ter dominado por completo terminou com uma derrota, com dois golos do Tottenham em transições rápidas. Para este jogo, o City mostrou-se preparado para parar as transições dos Spurs, controlou o jogo desde o primeiro segundo e, com ligeiras alterações nos seus posicionamentos ofensivos, manteve o Tottenham no seu meio-campo defensivo e controlou o jogo a seu prazer. A forma como o City começou a defender ainda com bola foi uma lição para qualquer equipa que quer ser dominadora: posicionamentos “agressivos” dos seus laterais em zonas interiores, muita pressão e entreajuda colectiva sem bola, e expondo as deficiências com bola deste Tottenham de Mourinho.

O posicionamento do City no momento ofensivo: Cancelo e Zinchenko a aproximarem-se de Rodri, precavendo uma transição rápida de Lamela, Son, Lucas e Kane.

A partir do momento em que as transições do Tottenham estavam controladas, o City “só tinha que marcar”, sabendo que seria muito difícil sofrer num momento mais organizado dos Spurs (a única verdadeira oportunidade durante todo o jogo apareceu num livre direto de Kane ao poste). Com Gundogan, Foden e Sterling em evidência no momento ofensivo, e com Bernardo a ser uma peça chave em todos os momentos do jogo, o City apoderou-se do jogo, controlou o resultado e as investidas do Tottenham sempre com bola, e deu uma lição de bom futebol e de superioridade que a tabela demonstra neste momento: o primeiro lugar do City e o nono lugar dos homens de Mourinho. Ditando o ritmo do jogo, fazendo o adversário correr, frustrando-o e retirando qualquer possibilidade de contra-atacar, o City matou o jogo da mesma maneira que o ganhou desde o primeiro segundo: unindo o momento defensivo ao ofensivo, defendo com bola e expondo as dificuldades do Tottenham quando a perdia. A qualidade das duas equipas pode ser equiparada num jogo (como o da primeira volta), mas a longo prazo e numa competição que exija regularidade, competência ofensiva e defensiva e qualidade frente a qualquer tipo de adversário, o Manchester City encontra-se a milhas de distância deste Tottenham. Ligue o som, e acompanhe a análise e comentários à excelente exibição dos homens de Guardiola que, juntamente com o seu treinador, mostraram que são (neste momento) os melhores:

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Sobre RobertPires 69 artigos
Rodrigo Carvalho. 23 anos, experiência como treinador adjunto e analista em equipas séniores em Portugal e nos Estados Unidos. Passou pela Federação de Futebol dos Estados Unidos no departamento de Formação de Treinadores. Em colaboração com a Proscout, trabalhou diretamente com equipas técnicas profissionais e produziu relatórios de jogadores. Podem seguir muito do seu trabalho em @rodrigoccc97 no Twitter.

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