Que jogo de pés, Diogo!

Já não é de agora que Diogo Costa dá provas de ser um guarda-redes moderno e com grande capacidade para contribuir para a equipa no momento da primeira fase de construção. Sendo até neste momento, por grande avanço, o guarda-redes com mais passes efetuados entre as equipas do Top4 da nossa liga. Jogo após jogo, Diogo ajuda tanto centrais como Uribe e Vitinha a sair da pressão alta dos adversários que tentam condicionar a construção do FCPorto.

Quando se diz que já não existem líberos, Diogo é um guarda-redes que especialmente no momento ofensivo consegue oferecer essa solução aos centrais que tentam sair a jogar.

Diogo Costa é um guarda-redes de quem se espera que seja no imediato o sucessor de Rui Patrício na baliza da Seleção Nacional dada sua qualidade nos postes e fora deles. Tem aspectos a melhorar, nomeadamente a sua regularidade (por vezes ainda tem jogos que compromete), mas o seu jogo de pés é claramente um dos seus pontos fortes.

Seja em passe curto entre linhas de pressão adversária, como em passe longo, Diogo é capaz de ser igualmente eficaz. Muita vez impressiona a calma com que o jovem jogador da formação do FCPorto recebe e com pressão a chegar, decide com qualidade.

O guarda-redes eleito de Sérgio Conceição, mostra-se ao jogo muitas vezes apenas para circular a bola entre os centrais e laterais funcionando como um terceiro homem que cria quase sempre superioridade perante a pressão do oponente. No entanto, é quando a equipa consegue atrair a pressão adversária a zonas subidas do terreno que Diogo se torna realmente importante e até perigoso pela facilidade que tem em ligar o jogo com os jogadores com mais capacidade para desequilibrar em setores avançados.

É comum ter ligação a golos do Porto seja porque iniciou ou desbloqueou uma saída que estava complicada devido a pressão adversária, seja porque com uma bola longa descobriu um colega livre nas costas da pressão adversária. Um dos jogadores que mais beneficia destes atributos de Diogo é Vitinha que muita vezes acaba por receber a bola livre e com espaço para pensar e definir com critério a saída portista.

Apesar de ser um guardião com qualidade no jogo de pés, não é um jogador que complique antes pelo contrário, por norma joga simples. Recebe e passa. Não fica com a bola muito tempo na sua posse nem sequer inventa perante pressão do avançado adversário. Procura colega nas costas da linha de pressão e caso não tenha linha de passe, a sua eficiência no passe longo permite-lhe procurar soluções mais à frente.

Sobre EdgarDavids 58 artigos
Analista de Desempenho Coletivo e Individual & Técnico de Exercício Físico.

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